eu queria poder falar de você
da mesma forma como lhe tenho em minha mente.
olho a folha. paro e reflito. me perco na maré de pensamento. te esqueço. você vem novamente. desisto.
essa é a 10ª vez que quero te fazer poema
te fazer poema, te poemizar
te fazer sorrir, te fazer se entender
te ter.
não há métrica, espaço, forma/gênero que te classifique
o poema na verdade, é você mesma.
terça-feira, 10 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Notas de uma quarta-feira
Todo dia meu estômago embrulha
Todo dia quero me matar, queimar minha pele
Me rasgar por inteiro
Me afogar no sangue
Me da convulsões, coágulos na cabeça
Presenciar toda essa sujeira
Essas crianças sujas, de pés encardidos
Esses camaradas sujos, puxando carrinho
Toda essa gente imunda
Dos meus privilégios cuido eu
Não sei como reconhece-Los
Espero o ônibus. Vou para a escola. Livros na mão.
Passa o menino, leva nada a não ser paciência
De esperar o juízo final (ele acredita em Deus? )
Alguém voltar. Alguém chegar
Alguém ajudar.
Remexe no lixo. Começo a escrever esse poema e essas linhas inicias. Queimo em brasa viva
Me nocauteio a cada mexida dele no lixo. Sou finalizado no instante em que policiais o abordam. Ganha prêmio quem mata mais.
- não temos que nos culpar pelos privilégios que temos. Foram nossos avós e tataravôs que proporcionaram esses privilégios. Eles só queriam o bem de seu povo. Esse é o problema . Já dizia o Alex Castro
Mas na real, me culpo por essas pessoas não terem privilégios.
Estou estudando por vocês, para vcs
Todo dia quero me matar, queimar minha pele
Me rasgar por inteiro
Me afogar no sangue
Presenciar toda essa sujeira
Esses camaradas sujos, puxando carrinho
Toda essa gente imunda
Não sei como reconhece-Los
Passa o menino, leva nada a não ser paciência
Alguém voltar. Alguém chegar
Alguém ajudar.
Estou estudando por vocês, para vcs
Assinar:
Comentários (Atom)