domingo, 31 de agosto de 2014

Os poetas atrás do riacho


Não sei da deles
Só sei do que vem
De suas criações
Das entonações
Não cabem na livraria
Na rua ninguém ouviria
Suas emoções
As anedotas de suas vidas
Talvez seja a sabedoria
Que cria parcerias
Com o mar
O amar O vento
O penso
O Tento
De nós
Não esperam a solidão
Pois criam a paixão
Nem tentam mal dizer
Se esperam pra chover, para chamar a criação

Os poetas cheiram a verdade
E não reduzem a linguagem
Se dão o licencio
Contra o silencio.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

face a face


Não gosto de ler somente o seu “visualizado às”
A secura dessas letras na tela pareciam mais com nuvens se não fosse essa tela.
Te aproximam mas mesmo assim estamos distantes

Não é da falta de assunto que eu não gosto
É da falta de tudo

Eu não gosto é de pensar
De pensar extravagancias e exageros em segundos que parecem erupções
Nem de contar os dias
Que parecem que já estão contados

Queria saltar diante tudo
Diante meus pensamentos
E diante teu esquecimento

Diante a qualquer tela de computador
Qualquer distância
E qualquer rede que não aproxima, e muito menos balança.

sábado, 9 de agosto de 2014

Poema N° 2

Se toda dor
É uma flor
A saudade é
Seu espinho

Enquanto cabe ao caule
Ser a forma da esperança
Esperando um vaso de carinho

Cada pétala chora,
E a memória implora
Para a mágoa ligeira
Que vem das correntezas da seca
Deste triste sertão
Que é o seu coração

Cabe a alguém
Pois crescer só, não convém
Tirar meus insetos
Me trazer para este teto

Pois agora meu murcho jazias
Desde que você brotou
No amanhecer dos meus dias.

Sou preto, portanto sou todas as cores
Sou todas as dores
Das noites frias das senzalas
Ao quente sangue no asfalto que estala

Da mão seca na terra úmida
Do suor vivo no rosto morto
Sou fruto do povo
Que celebra suas origens