sábado, 9 de agosto de 2014

Poema N° 2

Se toda dor
É uma flor
A saudade é
Seu espinho

Enquanto cabe ao caule
Ser a forma da esperança
Esperando um vaso de carinho

Cada pétala chora,
E a memória implora
Para a mágoa ligeira
Que vem das correntezas da seca
Deste triste sertão
Que é o seu coração

Cabe a alguém
Pois crescer só, não convém
Tirar meus insetos
Me trazer para este teto

Pois agora meu murcho jazias
Desde que você brotou
No amanhecer dos meus dias.

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