É na solidão do Sol que me encontro
E nas noites fico a namorar a Lua
E talvez amante da chuva
Na tentativa de compreender a beleza das flores
Olho por muito tempo, de perto, uma flor ao vento
Até perder de vista o que não é mais pétala
E assim murchar feito vida
E perceber a fragilidade do tempo
Para mim, este quê de natural conforta
Tem algo de complacência, carinho e amabilidade
Mas nenhuma palavra difícil importa
Se tenho a certeza de pura felicidade
Do Jardim da casa, uma janela para o mundo
Sinto que posso tocar o céu
E dançar com pássaros ao fundo
Ou simplesmente roubar as estrelas
Feitas do mais puro mel
Que cobrem meus olhos feito véu
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