Eu não vejo meu caderno de escrita como um diário, por exemplo. Não gosto daquela coisa de falar diariamente sobre meu dia, que eu fiz isso e aquilo ou que comprei pão.
Vejo ele como uma pessoa, sim desta forma! Crio nele minhas conversas imaginárias, as vezes cotidianas. Talvez eu veja nele a imagem reprimida que tenho de poder me expor à alguém.
Sentimentos, ideias e dúvidas que eu posso jogar ao vento sem me preocupar com críticas ou interrupções.
Mas logo percebo que ele é um objeto inanimado, então a escrita, ou no caso, a fala se torna fria, densa e parada.
De volta ao retraimento
Novamente
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