sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Um dia em um hospital

Os hospitais despertam em mim várias emoções.

Repulsa
Tristeza
Preocupação
Solidariedade
Entre outros

Entender como eles se manifestam é o que novamente faz meus anseios pelo autoconhecimento se exaltarem.

Repulsa pelo sistema, ou melhor pela falta dele. A síntese completa disso é equivalente ao desprezo e falha no atendimento médico, onde o paciente que por exemplo sofreu um acidente sofre outro: o mal trabalho exercido pelos funcionários da saúde que refletem o mal trabalho exercido pelos funcionários do governo.

Tristeza, pelos atendidos. Como em muitas outras pessoas os hospitais me dão uma sensação ruim, de amargura completada claramente pela tristeza de ver enfermos deitados em macas que foram subitamente transformadas em camas ao relento dos corredores. Além da tristeza compartilhada pela dor de quem acompanho até às salas apertadas, enquanto a solução é aplicada, dá pra sentir a dor do outro nessas horas! O que me resta é segurar e apertar a mão.

Preocupação, pelo o que há depois. Seja na minha vida e na de outro. Não quero chegar a certa idade e ter uma reação em cadeia de doenças e enfermidades, a minha ação inicial nesse momento é de pensar em como emagrecer, comer melhor, praticar esportes e blá blá blá,enfim, melhorar minha saúde. Mas igual à 70% dos brasileiros, acabo não fazendo nada. Será que consigo disputar uma maratona?

Solidariedade, em seu sentido real. O que será que houve? Como posso ajudar? Momentos como esse, onde divides com 20 pessoas uma sala de espera que você acaba sentado (ou de pé na pior das hipóteses) uma eternidade, em certas horas uma conversa é iniciada e tentar compreender é essencial. Tente perceber que seu conhecimento de doenças sempre é leigo.

Entre outros, a maré de pensamentos e indagações que passam: como deve ser a rotina desses enfermeiros e médicos que vêem de tudo? O dia a dia e como se sente depois uma auxiliar de limpeza que lava o sangue que escorre e pinga no chão?
-Grandes pessoas! Me contentei.

Logo depois disso duas enfermeiras passam por mim levando uma pessoa na maca, ela estava com soro e me parecia muito debilitada. Depois de leva-lá a uma sala elas voltam e caminham apressadamente até a porta no início do corredor, e ao passar por mim uma delas me deu um sorriso sincero. Retribui e meu coração se encheu de alegria.

Apesar dos pesares da vida, e no caso do trabalho, ela continua a sorrir

Nenhum comentário:

Postar um comentário