sábado, 27 de setembro de 2014

pesar

linhas que pareciam tão tortas no passado, e hoje já se enlaçam no final.

talvez se lembrará da tristeza dos artistas, e das palavras, engolidas, tão duras que pesam no vazio do frio da barriga.
não desfilaremos mais sob a luz matuta dos postes. não olharemos mais a chuva como dois bêbados.

o sol agora é seu coração, intenso e vivaz. a lua continuará se parecendo com seu olhar. 
-
árvores centenárias nos conheceram, ainda tenho o cartão de visita.

pregados ainda estamos na nossa cama
amontoados sob nossos pés, ainda estão nossos sonhos
o travesseiro ainda é nosso cúmplice
dos dias lastimados
pela presença
da falta
de você.

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