domingo, 23 de novembro de 2014


um grande marginal roubou a minha poesia!

um homem de bem roubou o grande marginal!

papeis roubaram o homem de bem!

e eu? eu sou só mais um, eu sou ninguém.
eu sou raso
nada largo
modestamente oco.

você? tuas mãos estão pincelando os homens
o teu coração come mundos!
teus olhos fizeram os prédios acordarem!
***



quero este marginal imediamente preso!

que a lei caia sobre ele e afunde seu âmago
chega dessa beleza que está florescendo em seu peito, chega!
***



a lei não suporta os homens.
ele não atinge a todos
não tocou o marginal

a lei, não está em todas os meios
e nem fins
não a lei para o que esse marginal faz

seu próximo delito será sabe-se deus lá quando!
anda por aí roubando mentes confusas
e corações vazios



um grande marginal roubou a minha poesia.



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