sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

quero terminar o dia em silêncio.
contemplando aquilo que ele nos conta; tudo que pode revelar.

a taciturnidade cortante que nasce quando estamos a sós com nossa fantasia.
um silêncio que abrace a voz dos deuses

que te faz chorar na quentura da noite escura.

na mudez que dorme no peito
ou no dessas pessoas na sala de jantar
                                                            - ocupadas em nascer e morrer -
quero reservar um silêncio baderneiro
 - com megafone, poesia e tudo.

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as vezes, eu não sei das afinidades.

observo as ruas e penso que elas estão pensando.

talvez a caloria de seus rostos não namore o mormaço de suas mentes.


quero chorar, mas meu pranto não tem voz contra o silêncio.


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