Eu me pareço muito com o meu pai. Parece que somos o mesmo em alguns momentos que eu ate sinto pena e vergonha.
mas minha vergonha é ego, é fragilidade
É remorso.
De tudo que vivi, nem metade foi com meu pai.
Mas eu ainda tento compreende-lo
E ele, me apoiar.
Quis chorar no ombro dele, não tive coragem.
Finjo ser forte, porém com uma roupa de vidro.
Evitei, mas o abracei forte e não queria largá-lo. quando larguei, queria voltar. Me senti próximo a ele e todo o passado borrou.
Mas voltou a aparecer depois, pois eu não chorei com meu pai.
-chorar verdadeiramente com alguém que você ama, é o que transforma garotos em homens.
Naquele dia eu poderia ter me tornado um homem
Mas preferi manter minha imaturidade em ceder para não passar vergonha.
Já meu pai, nunca foi de chorar mesmo
Mas ele me abraçou forte.
-abraçar verdadeiramente quem você ama, é o que transforma homens em garotos.
E ele me apertou, não largou, deu tapas nas costas e deslizou varias vezes suas mãos sobre mim
Naquele momento, meu pai largou a dureza dos homens rústicos e se jogou no afeto das crianças que amam e cuidam
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