sábado, 23 de abril de 2016

Sent[ir]

Há tempos que venho tentando puxar de algum assunto mal compreendido, um tema.
Somente frases soltas, tentativas de sonetos para amigos e toda a fragilidade das coisas a por linha na minha cabeça .
São muitas as inspirações, mas poucas as intenções


Há o pinicar dos dias,  a água parada a por umidade nas paredes
Ou as brincadeira de criança que acontecem em Brasília 
Ou o corte que acontece em meus olhos aos ver os catadores de recicláveis 
Há tudo isso e muito mais e eu não sei o que dizer


Me apaixonei por uma menina que disse que ha uma prisão na cabeça dela. Ela está presa. Ela possui a chave. Ela não sabe abrir o cadeado. Ela quem chora toda noite na cela
Isso me bateu, me espancou


Há o cigarro que apaga rápido que consegue tornar a cidade nem tão amarga assim ou o céu nem tão impossível

Há um bater de pernas nervosas, de mãos suadas, de beijos gostosos. E nem isso basta
Nada basta, nada passa. Nada vira vertigem para eu delirar.

Me chamam de Zé e por um segundo acredito que posso ser diferente. Porém,  nem esse comando aciona o impostor de eu mesmo. 

Nada me cativa. Não ha raposas na minha varanda



A única coisa que faço é sentir.
Eu sinto muito
Sinto tudo.
Sinto todos a minha volta


Isso me contorce, me da dúvidas
Me da sentimento


Com o cigarro na mão,  vendo o limiar entre prédios e estrelas...

A única coisa que faço é sentir

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