quinta-feira, 9 de junho de 2016

em minha varanda, estava uma luz muito forte

tão pura e serena que lembrava a morte.


não passava calor e nem frio.
era apenas uma luz que alimentava os rios.



estava alí me dizendo palavras
por vezes, tão doloridas
por ora, agonizantes.



e era ela apenas a Lua
assim, totalmente nua
dizendo: vem, Matheus, sou sua.

Nenhum comentário:

Postar um comentário