Quando volto para casa o meu pé dói
Como seu meu pé estivesse maior que o tênis
O carro funerário é a locomotiva que puxa a fileira de carros
No rosto das pessoas, remorso e solidão
A linha fina que puxa um carro ao outro desassossegado meu passamento
E eu me incomodo com a parte de baixo da camisa, que fica subindo quando bate na mochila, conforme eu vou andando
Um senhor desconhecido me cumprimenta
Me diz oi eu digo opa
E a vida futura segue
Com a calma de que as coisas assim são as melhores
As unhas encardida do dono da pastelaria não me preocupam
Nem o band-aid em seu pé
Decifro o cabelo daquela morena
Que em seus olhos guarda em miúdos uma simplicidade divina
Carros importados escapamentos furados
Nada importa a não ser a beleza dos seres
Como seu meu pé estivesse maior que o tênis
No rosto das pessoas, remorso e solidão
A linha fina que puxa um carro ao outro desassossegado meu passamento
E eu me incomodo com a parte de baixo da camisa, que fica subindo quando bate na mochila, conforme eu vou andando
Me diz oi eu digo opa
E a vida futura segue
Com a calma de que as coisas assim são as melhores
Nem o band-aid em seu pé
Que em seus olhos guarda em miúdos uma simplicidade divina
Nada importa a não ser a beleza dos seres
Em uma praça, um senhor sossegado ao lado bar divide a calçada com sacolas de lixo
Ele fuma atenciosamente seu cigarro
E levanta cada copo de cerveja com paciência
Não ha tempo nem pressa
Somente o cigarro e a cerveja
Devagar ele acende mais um
E como para não perder cada gota ele bebe mais um
Ha beleza no velho da praça?
Ou ha beleza na floricultura ao seu lado
Que permanece imóvel ao tempo e aos prédios
Como um ato rebelde ao cinza
Ha beleza na floricultura?
Eu não sei bem
Mas eu quero saber de tudo
Quero estar em todos os lugares
E levanta cada copo de cerveja com paciência
Não ha tempo nem pressa
Somente o cigarro e a cerveja
Devagar ele acende mais um
E como para não perder cada gota ele bebe mais um
Ha beleza no velho da praça?
Que permanece imóvel ao tempo e aos prédios
Como um ato rebelde ao cinza
Ha beleza na floricultura?
Mas eu quero saber de tudo
Quero estar em todos os lugares
Quero ser todos e faltar de todos
Pois se não ha imagem que mais define tudo do que um velho e a floricultura
Eu não sei o que há
Eu não sei o que há
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