quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Caminhada

Um homem gordo subia a avenida com sua bicicleta e parou. Tirou seu lenço, esfregou na cara molhada , olhou para frente e seguiu.
Achei isso poético

Há barulho do motor do ônibus
Não dá para ouvir as pessoas
Ou o peso da consciência

Há muito barulho na vida
Não da para ouvir ninguém.


O corpo da manhã me acalma a alma
O que não falaram sobre a chuva ainda?
Sobre a chuva na vidraça

Armações do Natal de 2013 que ainda estão lá
Crianças brancas na festa da festinha
Com seus dedos gordos cabelos molhados na festa

Moto moto moto 3x
Carro carro carro (bis)

É a canção que a vida moderna fez
Na fundo a periferia da o grito final
Mas o que importa é ritimo do caixa
Trimm trim

Que casa grande!  Para que tanto tijolo?
Três carros enfileirados na garagem. Pôster de filme.
O dono olha com uma satisfação de chorar

Em vão entro em uma rua que tinha por desconhecia
Não há mais caminhos novos
Labirinto de mim mesmo

Camiseta que gruda no peito
Uma multidão de pinicadas nas costas
Cabeça coça
Boca seca de vida

O mundo está pegando fogo
Mas está tudo bem

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