quarta-feira, 9 de julho de 2014

Conjunto de tercetos e dísticos nascidos no hospital

Feitos em meio a tédio e sem pretensão alguma com realmente nada

O barulho da ambulância invade o local
Dentro, as pessoas aguardam tratamento
Ou a achegada do último momento.


A sala de espera, de um zunido estressante
Representa o silencio pungente
De quem não para de reclamar um instante.


A luz reflete nos olhos cansados da senhora, que parece uma máquina de dar corda, que quase parando, esvaecendo das saudades de outrora.


Se a espera é grande, e a paciência não é monge
O espaço é pequeno, e a fila vai longe.


Os enfermeiros começam a chamar 
Maria, Paulo, José e nada do pobre nome
Angústia consome, mas não é pior que a fome.


Seu nome na lista é mais difícil que convocação
Ou ganhar no show do milhão.

  
Quando entrei reparei em uma moça bonita
Mas que se vestia feito uma eremita.


Com o médico, três palavras foi o necessário
Para o "eficiente" doutor, escrever todo o receituário.


Encaminhado para tomar duas injeções
Resultado: indo embora não conseguia andar
E em casa não conseguia sentar.


A saúde já se tornou uma loteria
Ou para que está disposto a pagar essa mercadoria.





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