quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Conversas com a chuva

o que vem de ti, chuva?
por que precisa tanto desses ventos para rufar tua raiva?
                             
    Meu vento vêm para confundir os homens com suas grandezas.



como pode fazer queimar tanto suas gotas em nós?

É para se misturarem ao peso de suas lágrimas.



e se nos raios se pode iluminar a mais obscura caverna, por que se teme tanto?

Do meu raio, somente os sonhos se percebe na caverna. A sua realidade ainda é profunda, turva.



e nessa sua voz, o que vem de ti, chuva, senão uma profusão de vida? na noite a nossa morada. o fundo para descobrir nossos monstros.
A cantiga de dormir predileta, abafando a loucura dos homens.



está tão viva quanto nosso ego, quanto nosso medo
e tão quente quanta nossa tristeza...
Somente a chuva acompanha a todos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário