Se alguém ver Dalva, por favor me avise!
Avisei aos cães da delegacia, e aos heróis do botequim
Fiz correr o lápis nos obituários e afinei os olhos nas praças
Perdi o tom.
Procurei nas estrelas, Dalva não estava lá
Em uma canção de jazz, também sumiu
E no nosso domingo, só a vi em nossas cartas
Talvez até dentro de mim Dalva esteja fugindo
Fugindo de que, meu Deus?
Me ajudem! Se alguém a vir, me avise!
Estou chorando.
As roupas de Dalva morreram
Estou virando migalhas
Digam a ela que estou bem. Que estou mudando para uma garrafa.
Lá os mares são loiros e suas ressacas afogam a lembrança em Dalva.
-não foi Dalva quem sumiu, foi eu.
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